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RESULTADOS EM 2016

Em 2016, o resultado líquido do Grupo REN ascendeu a 100,2 milhões de euros, um decréscimo de 15,9 milhões de euros (-13,7%) face ao ano anterior.
Esta evolução foi fortemente influenciada pelos efeitos não recorrentes verificados em 2015 com a venda da participação de 1% que o Grupo detinha na Enagás (16,1 milhões de euros no resultado líquido), e com a recuperação de impostos associados à imparidade/reavaliação de ativos gerada aquando da cisão da REN do Grupo EDP (9,9 milhões de euros), efeitos estes parcialmente compensados pelo bom desempenho do resultado financeiro em 2016.
É de salientar que os resultados de 2016 refletem a manutenção da Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético, à semelhança do ano anterior (25,9 milhões de euros em 2016 e 25,4 milhões de euros em 2015). 

Quando expurgado de efeitos não recorrentes, o resultado líquido apresentou um crescimento de 6,8% (+ 8,1 milhões de euros).

O investimento realizado reduziu 68,9 milhões de euros (-28,7%) face ao período homólogo do ano anterior, enquanto as transferências para RAB registaram um decréscimo de 77,4 milhões de euros (-33,4%), refletindo o efeito da aquisição dos ativos de armazenamento subterrâneo de gás natural à Galp em maio de 2015 (71,4 milhões de euros em investimento e 70,5 milhões de euros em transferências para exploração). Seguindo esta tendência, o RAB médio apresentou um decréscimo de 48,7 milhões de euros (-1,4%), situando-se nos 3.537,1 milhões de euros.

As condições de financiamento evoluíram de forma positiva, com o custo médio de financiamento a reduzir para os 3,2% (-0,8 p.p. quando comparado com o ano de 2015). A dívida líquida estabilizou, registando uma subida de 0,5% (+12,2 milhões de euros) face ao ano anterior, situando-se nos 2.477,7 milhões de euros.

PRINCIPAIS INDICADORES
(MILHÕES DE EUROS)
  '16 '15
VAR.%
EBITDA

476,0

489,7

-2,8%

Resultado financeiro5

-79,9

-98,8

19,2%

Resultado líquido

100,2

116,1

-13,7%

Resultado líquido recorrente

126,1

118,1

6,8%

Capex total

171,5

240,4

-28,7%

Transferências para exploração6 (a custos históricos)

154,2

231,6

-33,4%

RAB médio (a custos de referência)

3.537,1

3.585,8

-1,4%

Dívida líquida

2.477,7

2.465,5

0,5%

 
Custo médio da dívida

3,2%

 4,1%

-0,8p.p.

 

RESULTADO OPERACIONAL – EBITDA

O EBITDA ascendeu a 476,0 milhões de euros, um decréscimo de 2,8% (-13,6 milhões de euros) face ao ano anterior.

EBITDA
(MILHÕES DE EUROS)

 

'16 '15 VAR.%
1) PROVEITOS DE ATIVOS
451,7
446,0
1,3%

  Remuneração do RAB

214,9

219,9

-2,3%

  Diferenças de alisamento (gás)

-0,9

-3,5

74,3%

  Remuneração de terrenos

0,3

0,3

-4,5%

  Renda dos terrenos da zona de proteção

0,7

0,7

-1,2%

  Remuneração de ativos em fim de vida

20,8

18,5

12,1%

  Recuperação de amortizações (líquidas de subsídios ao investimento)

197,8

192,1

3,0%

  Amortização dos subsídios ao investimento

18,1

18,0

0,6%

2) PROVEITOS DE OPEX
98,6
94,2
4,6%
3) OUTROS PROVEITOS
17,4
39,0
-55,2%
4) TPE'S (CAPITALIZADOS NO INVESTIMENTO)
16,0
17,4
-7,9%
5) RENDIMENTOS DE CONSTRUÇÃO (EXCL. TPE’S CAPITALIZADOS NO INVESTIMENTO) - ATIVOS CONCESSIONADOS 155,2 222,6 -30,3%
6) OPEX
107,5
106,1  1,4%
  Custos com pessoal7

50,5

 51,4

-1,6%

  Custos externos 57,0 54,7

4,2%

7) GASTOS DE CONSTRUÇÃO - ATIVOS CONCESSIONADOS 
 155,2 222,6  -30,3% 
8) PROVISÕES  0,0 0,2  N.M
9) IMPARIDADES
 0,3 0,7 -62,3% 
10) EBITDA (1+2+3+4+5-6-7-8-9)
476,0 489,7 -2,8% 

A contribuir para o decréscimo do EBITDA estiveram:

    • o efeito não recorrente da mais-valia gerada em 2015 com a venda da participação de 1% que a REN detinha na Enagás (- 20,1 milhões de euros no EBITDA);
    • a redução da remuneração da base de ativos regulada8 (-2,4 milhões de euros), verificada essencialmente no setor do gás natural (-5,8 milhões de euros), no qual a taxa média de remuneração (RoR) reduziu de 7,34% para 6,70%, essencialmente devido à atualização do ponto de partida do RoR (que passou de 8,0% para 5,9%) com o novo período regulatório iniciado em julho de 2016. Este efeito foi parcialmente compensado pelo aumento na remuneração dos ativos do setor elétrico (+3,4 milhões de euros), devido ao aumento na taxa base de remuneração de 5,99% para 6,13%, que se encontra indexada à evolução média diária das cotações das obrigações do tesouro a 10 anos, e ao ligeiro aumento no RAB médio.

Por outro lado, a contribuir favoravelmente para a evolução do EBITDA estiveram:

    • a evolução dos proveitos de recuperação de amortizações (+5,8 milhões de euros), consistente com o aumento da base de ativos regulada;
    • melhoria no incentivo à manutenção em operação de ativos já em fim de vida útil, evitando investimentos de substituição (+2,2 milhões de euros).

É de salientar ainda que o aumento de 1,4 milhões de euros registado no OPEX do Grupo ficou a dever-se ao aumento de 3,2 milhões de euros em custos pass-through (custos não core), parcialmente compensado pela redução de 0,8 milhões de euros em custos com pessoal (-1,6%) e -1,0 milhões de euros (-2,5%) nos custos externos core da empresa, fruto da continuidade dada ao esforço de aumento da eficiência operacional do Grupo. 

EVOLUÇÃO DO EBITDA 2015-2016

8 Inclui custos com formação e seminários e provisões relacionadas com custos com pessoal.

9 Inclui efeito de alisamento (gás), e remuneração de terrenos e de ativos em fim de vida

RESULTADO LÍQUIDO

O resultado líquido situou-se nos 100,2 milhões de euros, um decréscimo de 15,9 milhões de euros (-13,7%) face ao mesmo período do ano anterior. 

Esta redução é explicada pelo decréscimo de 2,8% (-13,6 milhões de euros) no EBITDA, afetado pela mais-valia gerada em 2015 com a venda da participação de 1% que a REN detinha na Enagás (-20,1 milhões de euros  de efeito no EBITDA; -16,1 milhões de euros de efeito no resultado líquido), e pelo aumento dos impostos, para o qual contribuiu o efeito não recorrente de 9,9 milhões de euros em 2015 com a recuperação de impostos associados à imparidade/reavaliação de ativos gerada aquando da cisão da REN do Grupo EDP

Por outro lado verificou-se uma melhoria do resultado financeiro (+19,0 milhões de euros, +19,2%), refletindo a redução de 0,8 p.p. no custo médio de financiamento de 4,1% para 3,2%, tendo a dívida líquida ascendido a 2.477,7 milhões de euros, uma subida de 0,5% face ano anterior (+12,2 milhões de euros).

Quando expurgado de efeitos não recorrentes, o Resultado Líquido Recorrente apresentou um crescimento de 8,1 milhões de euros (+6,8%).

Os itens não recorrentes considerados em 2016 e 2015 são os seguintes:

    • Em 2016: i) Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético definida no Orçamento de Estado para 2016 (25,9 milhões de euros).
    • i) Em 2015: i) cost of carry do penhor do Banco Europeu de Investimento (3,2 milhões de euros; 2,3 milhões de euros após efeito fiscal); ii) Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético definida no Orçamento de Estado para 2015 (25,4 milhões de euros); iii) Mais-valia gerada com a venda da participação detida na empresa Enagás (-20,1 milhões de euros; -16,1 milhões de euros após efeito fiscal); iv) efeito relativo à recuperação de impostos associados à reavaliação de ativos (9,9 milhões de euros; 9,7 milhões de euros líquidos de custos associados e após efeito fiscal).

 

RESULTADO LÍQUIDO
(MILHÕES DE EUROS)
  '16 '15
VAR.%
EBITDA
476,0
489,7
-2,8%

  Depreciações e amortizações

214,8

209,3

2,6%

  Resultado financeiro

-79,9

-98,8

19,2%

  Imposto do exercício

55,3

40,0

38,3%

  Contribuição extraordinária s/ setor energético

25,9

25,4

1,9%

RESULTADO LÍQUIDO
100,2
116,1
-13,7%

  Itens não recorrentes

25,9 

2,0  
RESULTADO LÍQUIDO RECORRENTE
126,1
118,1
6,8%