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CADEIA DE FORNECIMENTO

O Grupo REN, no cumprimento da sua missão de serviço público no sector energético nacional, está empenhado na defesa e promoção dos princípios do desenvolvimento sustentável, procurando criar valor, de forma continuada, para os seus acionistas e stakeholders.

O Grupo tem uma Direção de Compras centralizada que agrega a compra de todas as necessidades de bens, serviços e empreitadas, para as diversas empresas do Grupo REN.

A missão da direção é a de garantir a otimização das aquisições de bens, serviços e empreitadas em termos de preço, qualidade e serviço, contribuindo para a geração de valor para o Grupo, a par da garantia de rigor e transparência nos processos de compra, suportados em princípios éticos e de sustentabilidade. As atividades das compras são sustentadas em sistemas informáticos específicos de registo, qualificação, avaliação de desempenho de fornecedores e gestão do ciclo de vida do processo de compra.

Com vista a garantir a adequação dos fornecedores na satisfação das necessidades, a REN possui um sistema de qualificação e de avaliação de fornecedores único, comum a todas as empresas do Grupo.

As principais atividades da cadeia de fornecimento são:

A. PLANEAMENTO ANUAL DE COMPRAS

Consiste na identificação e planeamento das necessidades de compra das empresas do Grupo REN, com o objetivo de definir estratégias de aquisição para cada categoria de compra, agregar volumes de aquisição, identificar potenciais sinergias e alavancar poupanças para as empresas do Grupo.

B. COMPRA

    • Definição da necessidade: Consiste na definição funcional e técnica, do bem, serviço ou empreitada a adquirir, em linha com requisitos e níveis de serviço standard e de mercado, que garantam o cumprimento das normas e legislação ambiental e de higiene e segurança no trabalho.
    • Consulta ao mercado: Etapa da responsabilidade da Área de Compras na qual os documentos da consulta são elaborados, com base nos requisitos funcionais e técnicos, é definido o tipo de procedimento a adotar em linha com as especificidades da compra e da legislação em vigor, e são selecionados os fornecedores convidados para apresentar proposta.
    • Análise de propostas, negociação e adjudicação: As propostas recebidas dos concorrentes são analisadas nas suas vertentes técnicas e comerciais em linha com o modelo de segregação de responsabilidades da REN. Caso as propostas recebidas sejam consideradas tecnicamente válidas, a Área de Compras conduzirá o processo notificando os concorrentes que não foram considerados tecnicamente válidos, e negociando, o caso procedimento assim o preveja, com os restantes concorrentes.
    • Proposta de adjudicação: Com base no resultado da negociação, da análise técnica e comercial efetuada e dos critérios de adjudicação previamente definidos a Área de Compras proporá a adjudicação à entidade competente para o efeito.

Em 2016, a Direção de Compras teve um volume global de compras de cerca de 150 milhões de euros, correspondentes a 281 processos de compra.

O conjunto de procedimentos que regulam o processo de compras tem-se mantido estável ao longo dos últimos anos, fruto da maturidade alcançada e da estabilidade da legislação de contratação pública.

C. GESTÃO DE CONTRATO E PAGAMENTO

Após a aprovação da proposta de adjudicação, a área requisitante será responsável pela gestão do contrato, dentro dos termos e condições acordados com os fornecedores e pela aceitação dos bens ou serviços prestados que permitirão a emissão das respetivas faturas pelos fornecedores que, consequentemente, serão pagas dentro dos prazos acordados contratualmente pela área da REN com essa responsabilidade.

D. QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDORES

A REN possui em vigor um modelo de gestão de fornecedores, que compreende a qualificação de fornecedores e a avaliação de desempenho dos mesmos.

O sistema de qualificação permite aos candidatos que se qualifiquem como Fornecedores do Grupo REN, conferindo-lhes a possibilidade de serem convidados a apresentar proposta no âmbito dos concursos que a REN vier a lançar, potenciando o estabelecimento de relações de cooperação e parceria, enquadrados por padrões ético-profissionais exigentes, dentro do cumprimento rigoroso da legislação em vigor e alinhados com políticas de sustentabilidade de médio e longo prazo exigentes.

Os princípios-base deste modelo são os princípios de concorrência, igualdade de tratamento e oportunidades para todos os potenciais fornecedores do Grupo, assentes num conjunto de regras e critérios objetivos e rigorosos com a finalidade de aferir a real capacidade de cada potencial fornecedor do Grupo.

A solidez da atuação da REN tem como fundamento não apenas a sua conduta, mas também o comportamento daqueles com que se relaciona. Por essa razão, a REN pretende trabalhar com fornecedores que partilhem desses valores e princípios.

Sendo a REN subscritora do Global Compact das Nações Unidas, elaborou um código de conduta do fornecedor que tem por base os dez princípios fundamentais nele preconizados, os quais incidem sobre as áreas dos direitos humanos, práticas laborais, proteção ambiental e anticorrupção, e baseiam-se em declarações universalmente aceites.

O sistema de qualificação é constituído pelas seguintes etapas:

    • Apresentação de candidaturas
    • Receção e análise das candidatura
    • Esclarecimentos entre a REN e dos candidato
    • Comunicação da decisão de qualificação

As contratações mais relevantes da REN são de equipamentos e produtos ligados ao setor da energia e a projetistas, empreiteiros e prestadores de serviços da área da construção de obras de linhas elétricas e gasodutos, que garantem a satisfação das necessidades específicas do negócio do Grupo REN, e que estão diretamente relacionadas com o desenvolvimento das infraestruturas concessionadas.

As necessidades da REN estão agrupadas da seguinte forma:

  • Bens e Serviços Específicos do Negócio

Exemplo: cabos nus para linhas e subestações MAT; sistemas de controlo e protecção (SCP); empreitada para construção, remodelação e manutenção de linhas eléctricas MAT; tubos, condutas e acessórios; empreitadas para construção de cavidades salinas para armazenamento de GN; empreitada para construção de infra-estruturas de GN alta pressão (AP); etc.

  • Bens e Serviços Corporativos

Exemplo: serviços de estudos de impacte ambiental; serviços de restauração, catering, vending; microinformática e consumíveis de informática; etc.

 

Com a finalidade de assegurar a capacidade e adequação dos fornecedores às necessidades, foram criados três níveis de qualificação, em função da sua complexidade, criticidade e representatividade na despesa, de acordo com a seguinte abordagem:

 

TIPO E ORIGEM GEOGRÁFICA DOS FORNECEDORES

Os fornecedores caraterizam-se da seguinte forma, em termos de tipo, dimensão e organização geográfica:

 

  NÍVEL 1 NÍVEL 2 NÍVEL 3
Fornecedores de bens Pequenas empresas nacionais de fornecimento de bens padronizados, de valor reduzido Médias e grandes empresas europeias de fornecimento de bens padronizados ou com requisitos específicos do cliente, de valor médio ou elevado Multinacionais de fornecimento de bens complexos de valor muito elevado
Prestadores de serviços Pequenas empresas nacionais de prestação de serviços padronizados, de valor reduzido Pequenas e médias empresas nacionais de prestação de serviços específicos, de valor médio ou elevado Médias e grandes empresas europeias de prestação de serviços complexos de valor elevado
Empreiteiros Pequenos empreiteiros nacionais de obras, com uma única especialidade, de valor reduzido Médios e grandes empreiteiros nacionais de obras com múltiplas especialidades, de valor médio ou elevado Grandes empreiteiros ibéricos de obras com projeto, múltiplas especialidades de valor e complexidade muito elevados (Chave na mão)
GEOGRAFIA DOS FORNECEDORES
  % VOLUME

DESPESA (280M€)

% NÚMERO

(1.131)

Extracomunitários 2 3
Intracomunitários 9 10
Nacionais 89 87

 

Após concluídos os contratos, os gestores de contrato, com base em critérios objetivos e por comparação com as condições contratuais, fazem a avaliação  de desempenho dos fornecedores, aferindo a sua capacidade para cumprimento dos contratos estabelecidos com a REN e contribuindo para uma gestão mais eficiente.  

ALTERAÇÕES SIGNIFICATIVAS NA ORGANIZAÇÃO OU NA CADEIA DE FORNECIMENTO

Em 2016 iniciou-se o processo anual de requalificação de fornecedores, conforme regras descritas no sistema de qualificação de fornecedores do Grupo REN.

O painel de fornecedores qualificados teve um aumento relevante em termos de número, mas sem alterações significativas nas origens geográficas.

Continuaram a ocorrer processos de fusão, aquisição e deslocalização sem impacto relevante quer ao nível do painel de fornecedores, quer ao nível da concorrência e da capacidade de fornecimento.

A perceção global sobre dos rácios económico-financeiros do painel de fornecedores qualificados melhorou em 2016.

PROPORÇÃO DE GASTOS COM FORNECEDORES LOCAIS EM UNIDADES OPERACIONAIS IMPORTANTES

Tendo em conta as obrigações da legislação comunitária e nacional, o setor de atividade e a situação de concessionária de serviço público da REN, a especificidade e complexidade técnica e tecnológica das compras da REN e a própria localização geográfica dos fornecedores principais, não existe uma política de contratação de fornecedores preferenciais. Não obstante, cerca de 89% da totalidade dos fornecedores das empresas do grupo REN são portuguesas, por força da maturidade do mercado nacional e do recurso a mão-de-obra intensiva nas obras de empreitadas. Os restantes 11% são sobretudo de empresas europeias, e também de países asiáticos.

Em 2016 acentuou-se ligeiramente o peso dos fornecedores nacionais no total de compras do Grupo REN.